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Rock Street, San Francisco

“Armide” foi a última colaboração entre Lully e o libretista
Phillipe Quinault, e a última “Tragédie Lyrique” completa, ecrita por Lully.
Representa o culminar da longa e produtiva carreira de Jean-Baptiste Lully, o
mais importante músico da corte de Luís XIV e o primeiro verdadeiro compositor
da ópera Francesa. “Armide” foi um verdadeiro sucesso entre o público da época,
tendo agradado logo desde a sua estreia em 1686, e tendo permanecido como uma
obra obra de referência entre os críticos e audiência ao longo do século XVIII.

Após a separação profissional entre Lully e Moliére, Lully e
Quinault dedicáram-se à criação e desenvolvimenro da Trágedie Lyrique (género
no qual se inclui “Armide”), que é essencialmente um género baseado na antiga
tragédia clássica à qual foram adicionados elementos de géneros Franceses
existentes, como os divertiments do cómedie-ballet. Para este género Lully
introduziu a abertura francesa exclusivamente orquestral, e criou uma espécie
de recitativo declamado, de forma a tornar o recitativo o mais trágico possível
e concedendo-lhe rítmos de fala para ajudar os intérpretes a dramatizar ainda
mais os seus papeis. Os números de dança e ballet foram também uma das mais
importantes características deste género, tornando-se a a peculiariedade mais
distintiva da música oprerática Francesa.                                                         
                                                                 

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Quinault baseou o seu libreto de “Armide” num poema
pré-existente chamado “La Gerusalemme liberata” de Torquato Tasso, mas Quinault
alterou-o para lhe fornecer um final alternativo, de forma a preencher os
requisitos da época, e também de forma a dar à história uma certa “pomposidade”
Barroca. Quinault cria uma continuidade dramática no seu libreto, e adiciona
importantes elementos como “La Haine”, para dar a Lully a oportunidade de
compor cenas grandiosas e espectaculares. Além disso, Quianault dá-nos um dos
mais completos retratos psicológicos da sua heroína “Armide”, através de àrias,
recitativos e momentos introespectivos da própria personagem.

Post Author: admin

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